sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

domingo, 17 de outubro de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Segundo dia sem fim

Enquanto esperava a Martina (da Aiesec de Sofia) pegar a grana para o táxi já que eu não tinha cartão ou dinheiro (eu paguei depois para não ficar com fama de gigolo tão cedo), fiquei construindo minha primeiras impressões


O aeroporto de Recife e maior e mais bonito, não andei muito par ter mais alguma coisa para acrescentar a respeito.
O dia estava feio e frio PRA CACETE(-10). Eu também comecei a ter a impressão que estava em um daqueles filmes americanos de guerra fria, quando mostram a cidades do bloco soviético.

Poucas cores, prédios baixos e iguais, ruas estreitas e de asfalto duvidoso, taxistas reunidos em grupos, todos fumando cigarros, casacos pretos, falando um idioma estranho.

Fomos pegar o táxi, ou melhor A táxi. Pois e, uma mulher no volante e o perigo não foi constante, ou estava muito quebrado para reparar em alguma coisa.

Dai começaria uma via crucis que só iria acabar no dia seguinte a noite.


Cheguei eram coisa de 17 horas do dia 24. A taxista nos deixou no lugar que eu to morando (coisa de 4 euros mas eu já vi historia de taxista enrolar tanto que um Suíço pagou 70 euros por eles rodarem sem necessidade).


A pessoa responsável (um senhora não muito simpática que conheci no dia seguinte) não estava. Me arrumaram um lugar de alojamento para aquela noite, a casa de um bother de nome Stanilav (My Boy) e o seu roomatee, Igor.

Entao, la vamos nos. Carreguei as malas por uns 500 m e todo mundo olhando para minha cara.

Lá eu escutei muito sobre futebol, mesmo nao entendo nada do assunto e ai me perguntaram pela primeira vez que porra eu vim fazer na Bulgária, se eu sei sambar, se eu jogo futebol e falaram sobre os gipses. Só na mesma semana escutei essa sequência de perguntas umas 30 vez e ai parei de contabilizar, que nem o FBI fez com as chamadas que diziam “Elvis nao morreu, acabei de ve-lo no meu jardim”.

Com umas 4 horas de sono, acordei de 6 da manha. Meu café foi Nescafe, o melhor cafe, que por aqui tem uma versão 3 em 1, café, leite e cha.

Deixei minhas malas em outro prédio(que depois eu vim saber que era o meu, ou seja, 500 m andando com elas novamente), no quarto de uns chineses e saímos correndo, porque o Stanilav estava indo para uma conferencia e eu tinha que encontrar duas meninas do MC(para não aiesecos, o escritório responsável pelo pais), para resolver documentação e ir na empresa.

Pegamos um táxi e pela primeira vez no Business Park(algo como a avenida Paulista), me informam de mudanças em projecto e que no fim das contas eu ficaria na HP. Nada mau. Deram as referencias de documentação e la vamos nos.

Foi ai que eu fui apresentado a burocracia herança de comunista:


1. Pegamos a lista de documentos

2. Fomos a um dos anexos do departamento de assuntos estrangeiros, em um prédio perto de onde eu moro, no primeiro andar, dentro da universidade de engenharia

3. Preenchi um formulário e me mandaram ir para policia, no mesmo Campus.

4. Cheguei na policia, me mandaram ir na central de documentos (algo como a receita federal)

5. Na central de Documentos, que fica no centro da cidade, a uns 15 km de distancia, o que ocorreu?

6. Disseram que nao poderia tirar pq o visto era de TURISTA!!!

PUTA QUE PARIUUUU [2]

7. Pegamos o caminho do MC(central nacional da Aiesec), com as doidas questionando de quem teria sido o erro, meu (nê foda?) ou da embaixada.

8. Chegamos, elas disseram que iriam ligar para o outro comité, que teve um brasileiro(que mais tarde eu descobri que era o louco capixaba do Fernando Chibai)

9. Elas ligaram, viram que o erro na verdade era da ma vontade da atendende.

10. Ligaram para a empresa, tomaram nota da lista de documentos, imprimiram a documentação que provava que eu estava certo. E viva a Aiesec

11. A empresa ainda informou que o predio era o mesmo do item 2, mas no terceiro. Fodinha ou nao? =P

12. Almoçamos bem(o MC tem credito com um lugar por aqui)

13. As malucas me despacharam em um van (eles chamam de matrusca, algo como nossas Kombis de transporte alternativo) que parou na universidade do CL, Universidade de Economia Nacional e Mundial. (UNWE)

14. Cheguei aqui. Um cara me levou ate o terceiro andar, peguei a documentação.

15. As 5 da tarde peguei minhas malas com os chinas

16. Finalmente conheci meu buraquinho, que ficava no mesmo corredor.

17. Joguei as malas na cama que sobrava, forrei o cochão com os leicois e fronha que a desenrolada da minha mãe tinha mandado.

18. Tomei banho e só acordei no outro dia para voltar a empresa para levar a documentação.



No dia seguinte, uma Sexta Feira,voltei na empresa, preenchi formulários e contratos e finalmente escutei “te vemos na segunda”

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